O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, confirmaram que o Governo Federal investirá na construção ao longo de 2009. Em reunião com diversas entidades empresariais, os dois representantes do governo afirmaram que focarão esforços na habitação de interesse social e na infraestrutura.
Segundo Paulo Godoy, presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o governo deverá anunciar em 15 dias um pacote com medidas fiscais e monetárias para estimular a produção, o investimento e a geração de empregos. "O governo acenou com novas desonerações de impostos para investimentos", explicou. O presidente da Abdib afirmou que os empresários presentes solicitaram a redução da taxa de juros, desoneração de investimentos e da produção e ações para fortalecer o mercado de crédito.
Para Godoy, o desafio da infraestrutura é garantir crédito suficiente para suportar investimentos já contratados, que somam cerca de R$ 220 bilhões em setores como energia, transportes, petróleo e gás natural. "Diante da restrição na liquidez no mercado financeiro privado, é necessário que as instituições públicas reforcem a atuação", diz.
A Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) também participou do encontro e confirmou as informações. Na ocasião, Paulo Simão Safady, presidente da Cbic, aproveitou para discutir a proposta da instituição de executar 27 milhões de moradias populares até 2023. O custo do projeto é estimado em R$ 350 bilhões. Para 2009, a entidade propôs a execução de 350 mil unidades habitacionais. O governo federal demonstrou apoio, entretanto, não quantificou o investimento ou o número de habitações.
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