O setor da Construção Civil encerrou o primeiro mês de 2009 com a geração de 11.324 novos empregos. A expansão de 0,59% é a maior taxa de crescimento entre os subsetores, com saldo bem próximo ao de janeiro de 2007 (11.708 postos). Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e foram publicados no dia 19 de fevereiro pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).
Entre os setores, a indústria de transformação (com menos 55.130 empregos) e o comércio (com menos 50.781) concentraram as demissões. De acordo com o ministro Carlos Lupi, a abertura de novas linhas de financiamento e a consequente retomada do crédito contribuíram para o crescimento de setores como a Construção Civil e Serviços. "Reagiremos em março, quando mudaremos a curva e voltaremos a ter saldo positivo de empregos. Em dezembro tivemos 887.229 contratações. Em janeiro, 1.216.550. Este é o segundo melhor índice de contratações desde o inicio da série histórica do Caged", afirmou.
Em janeiro, 1.318.298 postos de trabalho com carteira assinada foram fechados em todo o País. Esse foi o pior resultado do primeiro mês do ano desde 1996. Ao mesmo tempo, janeiro de 2009 surpreendeu pelo volume de admitidos: 1.216.550, o segundo melhor número da série. O saldo negativo de 101.748 postos de trabalho é 6,4 vezes menor ao registrado em dezembro do ano passado (654.956 postos fechados). O volume de admissões entre dezembro e janeiro cresceu em quase 330 mil novos postos de trabalho.
A Região Sudeste (com saldo negativo de 85.739 postos de trabalho), o Nordeste (com menos 24.323) e o Norte (com menos 9.569 postos) tiveram desempenho reverso ao Sul e Centro-Oeste. Os três Estados mais desenvolvidos, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, concentraram 80% das demissões - São Paulo respondeu por 38% do universo de demissões formais.
PME x Caged
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou um cenário diferente, que demonstrava queda de 4,7% nos postos de trabalho do setor da construção civil em janeiro. No total, houve a extinção de 75 mil postos de trabalho.
A diferença entre o Caged e a PEM (Pesquisa de Emprego Mensal), realizada pelo IBGE, é explicada pela metodologia. Enquanto o Caged levanta informações apenas do emprego formal por meio de dados fornecidos pelas empresas, o IBGE investiga também o emprego informal, e a pesquisa é construída com coletas domiciliares. Há também o fato de a PME restringir-se a seis regiões metropolitanas, já o Caged abrange todo o território nacional. |