Que detalhou nesta segunda-feira como participar do programa "Minha Casa Minha Vida", o nome oficial do Plano Habitacional do Governo Federal.
Durante 11 anos, o vendedor Wender Rocha Trindade juntou o dinheiro do fundo de garantia para dar uma entrada em um apartamento. Em janeiro, ele assinou o contrato. "O sonho era a gente ter a nossa casa mesmo. Depois que constituiu a família a gente tem que ir trocando nossos bens, para deixar para os filhos alguma coisa", afirma.
No primeiro trimestre deste ano, os financiamentos imobiliários concedidos pela Caixa Econômica Federal somaram R$ 7 bilhões, mais do que o dobro do registrado nos três primeiros meses de 2008.
A explicação do banco para números tão positivos está na redução das taxas de juros para algumas faixas de renda. Além disso, mesmo durante a crise, a Caixa Econômica não mudou os critérios para a concessão de crédito. Manteve, por exemplo, os financiamentos para quem não tem comprovante de renda.
"A carteira do FGTS que é a nossa maior carteira, a incidência de renda não comprovada chega a 50%", afirma o Superintendente da Caixa em São Paulo, Valter Nunes.
Nesta segunda-feira, o banco detalhou as regras de inscrição no Plano Habitacional do Governo Federal. Famílias que ganham até três mínimos vão poder se cadastrar nas Secretarias da Habitação dos Estados e Municípios. Já aquelas que recebem de três a dez mínimos devem escolher o imóvel na construtora e depois procurar uma agência da caixa para pedir o financiamento.
Uma construtora, que tem 95% dos clientes com renda até dez salários mínimos, já comemora. "A construção civil hoje é o setor que mais emprega no país e um aumento nas vendas consequentemente mais obras e mais emprego para todo mundo", explica o Diretor comercial da construtora, Rodrigo Colares. |